Estou começando um novo projeto, abrindo uma nova conta no YouTube aonde vou postar vídeos que abrem o coração de uma forma positiva. Nestes dias há muitos vídeos na televisão e na internet que fecham o nosso coração, criam uma couraça, ou até uns que o abrem, porém quebrando.
Com o novo canal "Sobre o Amor" quero conectar com vocês, oferecer a oportunidade para vocês conectarem com outras pessoas que passam na rua, e verem o que acontece nos corações delas.
É hora de conectar com a realidade que nos rodeia de uma forma significativa, que faz diferença, e que nos deixa mais conectados, coração a coração.
Hoje temos o primeiro vídeo. Nele temos dez pessoas em Ilhéus, Bahia, que falam sobre gestos de amor que as impactaram.
Qual dos gestos fez maior ressonância com você? Responda nos comentários aqui ou no YouTube.
Neste momento estamos no meio de uma tempestade e por isso pode ser difícil ter uma visão clara do que está acontecendo. Quero poder alcançar um número maior de pessoas, para que elas tenham acesso a estas informações e poderem visualizar o que esta acontecendo denttro de um contexto mais amplo, nos tempos do coronoavírus, para que tenham a oportunidade de refletir e tomar as medidas que acharem adequadas.
Vamos lá... Neste momento estamos no meio de uma crise sanitária e consequentemente econômica a nível mundial e há muito medo. Toda vez que há medo a visão das pessoas de um modo geral fica menos ampla. O nosso enfoque é a imanente sobrevivência e fica difícil visualizar perspectivas e contextos maiores. Os pensamentos iniciais são do tipo “Aonde consigo álcool para me proteger?" Não tenho máscara!", "A ajuda do governo já entrou? ", "Como vou sobreviver sem meu emprego?”, etc. As reações de quem está com medo são previsíveis e como o enfoque da maioria é segurança fica mais fácil direccionar os pensamentos e as ações das pessoas.
Um exemplo do passado - 9/11
Dia 11 de setembro no ano 2001 houvevam os ataques às Torres Gêmeas em Nova Iorque. Isso gerou uma crise e muito medo, sobretudo nos Estados Unidos. Os canais informativos nos Estados Unidos, todos os dias mostravam barómetros de quanto medo precisava ter naquele dia. E realmente gerou-se muito medo que teve como enfoque “os terroristas”.
Devido a esse episódio, foi possível que entrasse em vigor uma nova lei, chamada “The Patriot Act”, que tirou os direitos civils da população. A promessa do governo era que assim o governo ia ter autonomia para proteger os cidadãos dos terroristas. E foi isso o que aconteceu? As pessoas condenadas, usando esta nova lei, foram os terroristas? Não. A lei foi usada sobre tudo para aprisionar os denunciantes, os “whistleblowers”, e grupos como veganos (como por exemplo membros de um grupo chamado SHAC 7 por publicarem vídeos de abuso de animais cometidos pela empresa Huntingdon Life Science). Geralmente a lei foi usada quando alguns ativistas estavam otendo sucessos na campania de ativismo.
Para explicar o contexto do que está acontecendo agora, vamos usar um exemplo do passado para tudo ficar mais palpável.
Será que os direitos serão tirados só em situações extremas, como situações de críse e depois em outros momentos os cidadãos vão de novo usufruir dos direitos? Pelo contrário! No ano 2013, Edward Snowden, um “whistleblower”, demostrou que estamos sendo vigiados em forma massiva e que nossos direitos de privacidade estão sendo cada vez mai diminuídos.
Então, a partir desses exemplos, podemos ver, como uma situação de crise foi usada para revogar os direitos das pessoas ao invés de os restabelecerem em um futuro pacifico e ao contrário do que se propunham poderem assim abusar e revogar ainda mais do que se mostrava.
O presente - Coronavìrus
O que isto tem a ver com o coronavírus?
No momento estamos novamente, numa situação de crise, com medo rampante. Mas o que resta para tirarem de nós? Agora trata-se do nosso direito ao nosso próprio corpo. Trata-se da privacidade e da privacidade em relação ao seu corpo.O cenario mais provável agora, será que por medida de segurança (ler “controle”) vamos começar, sem muito poder de escolha, passo a passo renunciar da nossa privacidade corporal. Já veremos exatamente como vai acontecer, vale ressaltar que há várias formas disso acontecer. Dentre elas citarei algumas.
Dentro de pouco, talvez, haverá uma vacina e quem sabe será obrigatória para certas pessoas. E por exemplo, se você quiser poder trabalhar nos encargos onde interage com outras pessoas precisará tomar esta vacina. Ou, talvez, se você quiser entrar numa certa localidade, ou se você quiser viajar num avião cheio de pessoas terá que mostrar que foi imunizado.
De início isso tudo pode parecer bom e vai ter pessoas correndo para tomar as vacinas. Mas não vai parar por aqui.
Nestes tempos estão sendo desenvolvidas muitas tecnologias que integram a saúde. Por exemplo, existe uma empresa que trabalha com inteligência artificial e emoções. Neste momento, ela oferece um produto que está sendo utilizado em pacientes com trastornos do espectro autista. Trata-se de um tipo de óculos que registram e interpreta as expressões da pessoa que está à frente do paciente, falando-o como está o estado emocional daquele sujeito, se a pessoa está triste, com raiva, feliz ou chateado por exemplo. Neste momento esta é uma pequena empresa, chamada Affectiva, e os donos se recusam publicamente a utilizar a tecnologia desenvolvida por eles para outros meios.
Um outro exemplo são as empresas de Elon Musk, que estão desenvolvendo neuro-chips com inteligência artificial que se conectam diretamente com os neurônios dentro do encéfalo. Eles irão começar a testar os chips deles em pessoas portadoras de deficiência física, na tentativa de restaurar a capacidade de movimento ou mobilidade delas, mas, o objetivo é criar uma tecnologia que aumente as capacidades das pessoas de um modo geral e nos conecte diretamente com uma rede mundial. Já podemos ser chamados cyborgs, com o nosso celular, através do acesso que damos das nossas informações diariamente pela internet, mas este é mais um passo para virarmos um cyborg integrado. Na opinião do Musk, expressada há uns dias atrás na entrevista com Joe Rogan, este tipo de chipe vai estar disponível dentro de menos de cinco anos.
Várias outras empresas oferecem monitoramento de funções fisiológicas. Por conta da tecnologia já podemos medir os nossos padrões de sono, a variabilidade dos nossos batimentos cardíacos, a nossa temperatura, etc. Algumas destas empresas, como a Kinsa, inclusive disponibilizam os dados para o público. Durante o periodo do coronavirus podemos, por exemplo, encontrar em seu site as localizações que apresentam um quadro de febre.
Estes são apenas alguns exemplos de tecnologias que existem hoje e estão sendo aperfeiçoadas. Estes avanços tecnológicos podem ser ótimos, ou não. Vejam o que está acontecendo simultaneamente em algumas partes do mundo.
Agora mesmo estão tentando implantar a “EARN IT Act” nos Estados Unidos. Esta é uma lei que tem por objetico, colocar uma "porta traseira" em todas as plataformas, para o governo, dando-lhe assim, acesso aos seus dados. Isso significa que, independente das intenções das empresas donas das plataformas que desenvolvem as tecnologias, elas para funcionar, terão que permitir tal acesso para o governo.
Mas qual é o perigo? Se eu não sou um criminoso, o que importa se o governo sabe onde eu estou ou que temperatura corporal tenho?
Neste momento, talvez, não ocorra nada. Na fase da implantação só irão ser mostradas as vantagens. Mas imagine se o que você está fazendo agora em um futuro venha ser contra a lei e você seja de alguma maneira punido por causa disso. Ou imagine, se você estiver assistindo o "grande" líder da sua nação na televisão e todos os seus dados corporais, como por exemplo as suas micro-expressões faciais, que poderão dar indicação que você não está de acordo com o que ele ou ela fala?
Na China já existe um sistema, que neste ano será obrigatorio, que da uma pontuação a cada cidadão, pontuação que evalui ou involui se ele é um "bom" cidadão. E quando os pontos diminuem o cidadão perde direitos, como por exemplo acesso ao transporte público, dentre outros.
A privacidade é o direito base para todos os outros direitos. Sem privacidade, outros direitos tornam-se inexistentes. Por isso é essencial lutarmos por ela.
O que pode-se fazer?
A primeira e mais importante parte é perceber o que está acontecendo.
O coroniavirus é a fase necessária para poderem implantar consenso e as leis que achem necessárias para o acesso aos corpos dos cidadãos. Este é o contexto maior do que está acontecendo agora. Perda da privacidade significa perda de liberdade e de todos os direitos. Exemplos históricos mostram que a prioridade do governo é manter o poder e controle, mesmo ao custo dos cidadões, e não o que deveria de fato ser feito que é o desenvolvimento das ações de proteção que sejam a favor dos cidadões.
Sabendo isso e com base nisso, podemos refletir para que possamos fazer as nossas escolhas. Mas de que maneira poderíamos fazer melhor as nossas escolhas?
Há mais de dez anos que novas tecnologias permitem formas de organização que não estão baseadas na hierarquia. Nestas formas não existe um centro de poder. O poder é então descentralizado. Elas não são nem organizações, nem empresas, nem governos. Qualquer ser pode optar a usá-las, ou não. Elas podem ser feitas de maneira que visam proteger a privacidade dos utilizadores.
Um exemplo, são algumas formas de criptomoedas, como o bitcoin. Estas tecnologias descentralizadas em base às tecnologias blockchain podem ser usadas para outros fins, não apenas como dinheiro. Já existem outras aplicações como contratos descentralizados (muitas vezes encima do Etherium), redes sociais descentralizadas, mercados descentralizados, dentre outras. Elas representam opções de saída dos sistemas centralizados.
É interessante procurarmos estas opções, solicitarmos cada vez mais que elas sejam desenvolvidas e que as que já existem sejam cada vez mais divulgadas e compartilhadas para que haja maior disseminação e conhecimento da existência delas, dando assim a possibilidade de escolha de privacidade para um número cada vez maior de pessoas. E assim por exemplo quando você estiver procurado uma tecnologia que monitore suas funções corporais pode procurar por estes tipos de opções descentralizadas, que preservam a sua privacidade.
Mas o fundamental é ver todo o contexto, para que possa refletir de uma maneira ampla e consequentemente fazer melhor suas próprias escolhas.
Para quem falar inglês, aqui tem um vídeo falando sobre o que está neste texto:
Quem quiser ler mais sobre este tipo de pensamento, e fala inglês, pode procurar meu livro ou e-livro “The Devil is in the Structure” no kindle ou Amazon.
Uma das ferramentas mais transformadoras age de uma forma bem sutil. Ela é capaz de transformar uma vida com ansiedade, preocupações, uma sensação de falta, falta de satisfação plena e um geral mau estar em uma vida presente aonde a beleza do mundo espontaeamente revela-se e a sensação de paz e bem estar cresce.
Estamos, sim, falando da meditação. Existem muitas formas de meditação. Algumas vão ser melhores para umas pessoas e outras para outros. Algumas vão trazer algumas vantagens e outras … outras. Mas a meditação que vou descrever aqui é a mais potentes enquanto o poder transformador que encontrei até agora. Com tempo ela até tem a capacidade de levar à iluminação. Eu a chamo a meditação expansiva do vazio.
Certas pessoas, que estão com muita dificuldade de acalmar os pensamentos podem começar com mediações guiadas aonde podem enfocar na voz e seguir as instruções. E mais para frente podem tentar a meditação do vazio.
Então, vamos lá:
A meditação expansiva do vazio
Lugar
Escolhe um lugar aonde não tiver possibilidade de ser interrumpido durante a meditação. Apague o célullar, o Wifi se puder, o de preferência procure um lugar sem campos eletromagnéticos fortes (como afastado do aparelho de Wifi etc).
Postura
O melhor é encontrar uma forma confortável de sentar com a coluna reta. As mãos podem ficar uma encima da outra com as palmas para cima, repousando em baixo da barriga. É importante encontrar uma postura de meditação e seguir usando-a sem alterações porque o corpo vai logo aprender o que está para acontecer. Depois de umas semanas de treino ele sozinho vai muito rapidamente entrar num estado profundo de meditação assim que assumir a postura.
Tempo
Para começar sugiro 15 - 20 minutos totalmente dedicados à meditação. Se puder ser duas vezes por dia seria ótimo. Com tempo pode passar mais tempo meditando. Um bom tempo costuma ser de manhã e antes de dormir.
Quando digo que estes minutos são de uma dedicação total quer dizer que para sentir os benefícios da meditação é importante realmente enfocar na meditação e não usar este tempo para pensar em outras coisas. Uma forma é de falar para si mesmo “Eu tenho estes 15 (ou 20) minutos. Qualquer outra preocupação, lembrança, qualquer outro pensamento vou atender depois. A minha prioridade durante este tempo vai ser a meditação, 100%.”
Instruções
Sente na sua confortável postura de meditação, com a coluna reta. Feche os olhos. Inspire profundamente, enchendo seus pulmões ao máximo e pare a respiração. Depois de uns segundos, quando sentir a vontade, solte o ar e relaxe. Repita esta respiração mais uma vez.
Relaxamento corporal
Volte a respirar de uma forma relaxada, respirando mais “com a barriga” do que com o peito. Agora use a respiração para cada vez que você exalar sentir que você relaxa ainda mais. Comece depois fazer uma revisão do corpo começando pela cabeça. Sinta relaxar os músculos dos olhos na exalação, depois do rostro na próxima, depois do queixo na que vem e assim para baixo. Faça relaxar a garganta, os músculos que usa para falar, os ombro, braços, mãos, peito, diafragma, barriga, quadril, pernas, até os pés.
Este processo pode durar mais tempo no começo, mas depois de umas semanas vai ser muito rápido porque of corpo já vai estar acostumado.
Use de novo a respiração para mandar ondas de relaxamento através do corpo inteiro, deixando cada onda trazer mais e mais relaxamento.
Identificação do enfoque
Escolhe um lugar no seu corpo aonde você vai voltar quando precisar mais para frente. Este pode ser o terceiro olho, entre os olhos, a nariz aonde você sente o ar passar, o coração, a barriga que mexe com a respiração. Em fin, o lugar traz uma sensação agradável. Se você não souber o que escolher, escolhe seu coração.
Mergulho na mente e consciencia
Usando a respiração, comece contar de 25 a 0. Na exalação você visualiza o número. Com cada número você sente que o relaxamento aumenta ainda mais e que a mente começa relaxar. Com cada número você desce mais e mais num estado mais e mais profundo.
Se durante este exercício você começar pensar em outras coisas simplismente volte ao 25 e recomece.
Imagine que quando chegar ao 0 você vai estar num estado muito profundo, de relaxamento total.
Fique neste estado, relaxando a mente ainda mais se puder e sinta uma leve e agradável sensação de expansão.
Quando surgir um pensamento, o observe e constate que é um pensamento que surge em você mas não enfoque nele o deixe desaparecer. Quando surgir uma sensação ou emoção constate que é uma experiência surgindo e passando. Qualquer experiência que surgir, deixe passar volte para o plano de quem a observa. Imagine que você é como o céu expansivo e todas as experiencias são nuvens que atravessam, mas não afetam o céu.
Se você se encontrar com muitos pensamentos e muitas emoções, o que é totalmnte normal, sobre tudo no começo, use seu ponto de enfoque. Enfoque no seu ponto, use a respiração para relaxar e sinta como você expande a partir deste ponto, através do seu corpo e além do corpo. E de novo, volte a curtir o vazio expansivo.
Finalizar
Quando estiver pronto a finalizar saia com cuidado. Comece pouco a pouco ficando mais ciente do corpo, abre os olhos e fique uns minutos voltando mundo de interações físicas.
Exercício adicional
Depois, durante seu dia, você pode experimentar com sentir que você é maior do que seu corpo. Primeiro só uns centímetros além do seu corpo, e depois mais e mais, até no final você sentir como sua presença preenche todo um quarto.
Faça umas semanas e depois volte para escrever suas experiências nos comentários.
Nestes tempos de pandemia, ouve-se como as pessoas no Ocidente estão desesperadamente exclamando "O não! Tudo está mudando agora!". Ao mesmo tempo, os budistas exclamam com alívio "Ah, sim! Tudo muda!". Entender que tudo muda é um dos fundamentos do budismo, e quanto mais cedo você conseguir alcançá-lo, melhor equipado estará para superar o sofrimento.
Uma das grandes filosofias e religiões do este, o Budismo, tem como objetivo de liberar-nos do sofrimento. O caminho é pelo desapego porque de acordo com os antigos ensinamento o sofrimento surge quando nos apegamos a algo. Quando nos apegamos a outra pessoa e ela desaparece da nossa vida sofremos. Quando nos apegamos a alguma imagem e percebemos que não somos mais aqueles sofremos. Quando nos apegamos a alguma idéia e lutamos por ela muitas vezes acabamos sofrendo.
A sabedoria Budista nos fala que tudo muda. Este é um principio básico do universo. E se tudo muda significa que tudo ao que nos apegaremos um dia mudará, e terminaremos sofrendo.
Mas não é só o fato de ver o que gostamos terminar. Não é só a perda que gera o desconforto. O próprio apego, o agarramento em si imediatamente vem acompanhado do sofrimento. Se você prestar atenção vai perceber que agarrar e reter qualquer coisa requer uma certa tensão. Isso é obviamente certo quando se trata de prender coisas físicas, aonde os músculos precisam trabalhar, mas também enquanto ao emocional. Partes do seu corpo vão tensionar quando você agarrar emocionalmente algum sentimento. Quando você tensionar vai perder a liberdade e abertura. Não vai mais permitir a mudança acontecer. Em vez disso vai criar resistência. A resistência é uma forma de combater o presente, não aceitar o momento e sofrer por isso.
Se aceitamos a perspectiva que o agarramento, o apego, é a fonte do sofrimento, como podemos nos desapegar?
Uma das técnicas é ficar sensível para reconhecer o apego e aprender a solta-lo. Para praticar este caminho normalmente se aconselha viver uma vida ética, por que a falta de ética nos deixa endurecidos e menos sensíveis. A meditação também ajuda tanto no aumento da sensibilidade quanto no desapego.
Mas existe alguma outra forma de não cair no sofrimento do apego? E se, em vez de aprender a soltar o apego a gente encontrar uma forma para se liberar do desejo do apego?
Imagine se você estivesse tão cheio/a, repleto/a de amor e felicidade que não sentisse nenhuma falta. Se toda sua felicidade fosse gerada por dentro não precisaria de nada exterior para ficar feliz. Não precisaria agarrar-se às coisa, pessoas, relacionamentos, acontecimentos. Sua felicidade seria incondicional.
Este é o caminho da filosofia de “começar por se sentir bem e fazer da inspiração”, em vez de fazer para preencher uma falta na esperança de depois ficar bem. Reconhecendo que somos sempre nos a gerarmos as nossas emoções abrimos para a possibilidade de aprender a faze-lo deliberadamente. É o caminho do mestre do foco, aonde o foco vira um superpoder e fica no que desejamos e não diverge pelo ruim. O que não gostamos fica um ponto apreciado de expansão que usamos como um trampolim que nos eleva claramente para cima, na direção da nossa aspiração.
Propositalmente escolhendo o melhor sentimento que conseguimos sentir no momento nos leva, pouco a pouco a um estado preenchido, aonde o apego não cabe e o sofrimento não faz mais sentido.
Se você achar essa filosofia de começar som sentir-se bem interessante, posso recomendar o meu livro (em inglês) "Choose Joy - Joy and Freedom for the Logically Minded". Lá você aprenderá como se reprogramar para viver uma vida mais feliz.
Já se encontrou paralisado num estado de infelicidade por falta de alguma coisa? Não posso estar feliz agora porque estou doente, porque estou com pouco dinheiro, porque não tenho bons relacionamentos, porque não tenho bom trabalho, porque não tenho tempo para fazer o que gosto…
Esta forma de pensamento é muito comum e frequentemente automática. Mas a boa noticia é que os problemas e aquilo de que sente falta não precisam trazer infelicidade. Sabendo como gradualmente modificar os pensamentos podemos conseguir alcançar sucessos para além do que imaginávamos possíveis. Podemos usar os nossos vazios, usar os nossos problemas para ficarmos felizes e servirmos aos outros.
Tem poucas pessoas que possam mostrar como fazê-lo melhor do que a Claire Wineland. Claire nasceu com fibrose cística. É uma doença genética e mortal. A esperança de vida da Claire era 10 anos, depois virou 13, depois 19, mas no final Claire acabou por viver 21 anos aqui na terra. Durante sua vida ela teve 37 cirurgias. Ela morreu 6 vezes e todos os dias estavam cheios de horas de tratamentos e sofrimento físico. A pesar disso a Claire era uma das pessoas mais felizes e inspiradoras daqui. A mensagem dela, espalhada no Youtube, já atingiu a mais de 200 milhões de visualizações.
A grande mudança para ela aconteceu quando ela morreu por um tempo aos 13 anos. Naquela experiência ela viu, e sentiu o quão potencial um ser humano tem e quanto precioso é cada momento. Saindo do estado de coma, que foi induzido para salvar a vida dela, teve que re-aprender a caminhar, mas dentro dela tinha uma clareza. Foi então que parou de esperar e começou viver plenamente no presente, fundando uma associação para ajudar pessoas com fibrose cística e transmitindo a mensagem, nas palavras dela:
“A morte é inevitável, mas viver uma vida da qual nos orgulhamos é uma coisa que podemos controlar.”
Ela começou a procurar o que de bom a doença dela fez, o que ela ouve a oportunidade de aprender com isso, e como isso pode ajudar aos outros. Ela se negou tentar viver num futuro imaginário e ficou presente em cada momento. Quando a mãe dela ficava triste por pensar nos sofrimentos que ainda esperavam sua filha, Claire a trazia para o presente dizendo que agora, neste momento agora mesmo, tudo está bem, e podemos desfrutar plenamente disso. Quando a irmã dela imaginava a vida sem a Claire e começava a chorar, Claire a abraçava e rindo contava que agora ela estava aqui. E não era só com as palavras que espalhava sua mensagem. Era com sua vida, com sua atitude, com sua presença plena em cada momento e a genuína felicidade de simplesmente poder estar.
Um vídeo sobre a Claire:
Então, uma das melhores professora de "como viver a vida plenamente" foi condenada à morte. Ela usou o problema para crescer como pessoa, crescer em felicidade, e ajudar milhões de outros.
O trampolim da felicidade
Qualquer seja o problema ou a necessidade que vivenciamos, sempre existe uma forma de usa-la para ficarmos mais felizes e servirmos os outros. Os problemas podem servir como um trampolim que mostra exactamente o que é importante para nós e o que nos inspira.
Quanto mais descemos num trampolim, mais força teremos para subir voando. A direção para baixo nos mostra a direção contrária, para cima. Essa é a direção do nosso maior prazer e maior significado. Quando os nossos pensamentos automáticos criam raízes agarram-se na tela do trampolim e ficamos em baixo, remoendo nas explicações porque as coisas não estão bem. E quando, pelo contrário, conseguimos identificar o que realmente queremos, usamos as pernas para aproveitar ao máximo o trampolim e poder voar e planar em alturas que antes do salto nem sequer imaginávamos.
Pense numa dificuldade que neste momento você vê como obstáculo para estar feliz. Pense numa coisa que você não gosta. Pode ser uma necessidade de alguma coisa, pode ser uma caraterística sua ou de outra pessoa, pode ser um evento desagradável. Agora veja se consegue imaginar como seria o contrário e tente sentir isso emocionalmente, ressoando no seu corpo. Se era falta de saúde você pode imaginar saúde plena e todas as coisas que você poderia fazer tendo essa saúde. Se era uma caraterística desagradável, como por exemplo uma atitude egoísta, pense e sinta o contrário, como seria ter, sentir, e ver generosidade dentro de você e ao seu redor. Se era um acontecimento, veja o que foi dele que você não gostou e como seria o contrário.
Este enfoque no que você quer, junto com o envolvimento das emoções, vai criar a oportunidade para você conseguir pensar de outra forma. Os caminhos neurológicos para permitir estes pensamentos vão se abrir e com a prática fortalecer. Depois, pense no que você poderia fazer agora para dar um passo naquela direção. Existe alguma forma criativa de ir na direção do que você quer usando seu problema?
Isso foi o que a Claire fez. Por causa dos problemas dela deveria ser uma pessoa deprimida, sofrida, limitada, sem esperança e profundamente infeliz. Mas enfocando no que ela queria, no que era importante para ela, transformou-se numa pessoa alegre, apreciadora, livre, profundamente inspiradora e plenamente feliz.
Calire foi uma pessoa espetacular, e você também o pode ser, use seus problemas e fique feliz agora, não espere até eles um dia estiverem resolvidos.
A filosofia de vida da maioria das pessoas é “fazer para ficar feliz”. A maioria das coisas que fazemos, fazemos para no final alcançar um maior nível de bem estar. As fazemos porque de alguma forma elas prometem trazer algum benefício.
Na maioria dos casos isso leva a uma vida de luta, lutar para obter o que poderia trazer alegria, paz, bem estar. Em alguns momentos conseguimos alcançar as metas e podemos até sentir euforia por um tempo, mas pouco tempo, porque depois voltamos à vida como luta. É isso mesmo? É essa a vida? Ou será que há outras formas de vive-la?
Existe uma filosofia de vida que funciona da forma contrária. O antigo conto do rapaz que precisava de um trabalho a explica bem…
Havia um rapaz que precisava de um trabalho. Ele estava descendo uma rua aonde tinha casas afluentes e numa varanda ele enxergou um velho sentado. Por desespero ele se aproximou ao velho e perguntou:
– Desculpe a interrupção mas por acaso o senhor não teria um trabalho para mim? Eu preciso de um trabalho.
– É mesmo? Você precisa de um trabalho?, perguntou o velho.
– Sim, por favor, qualquer coisa.
– Se é um trabalho o que você precisa tem sorte. Veja aqui atrás da casa. Aqui tem um morro bem alto em baixo tem uma pedra redonda. Empurre a pedra até o alto do morro. E depois, deixe-a voltar pro baixo e de novo empurre para cima. Se é um trabalho que você precisa, não vai faltar.
– Não! Não é bem um trabalho o que preciso. Eu preciso de dinheiro.
– A é? É do dinheiro que você precisa? Então você tem sorte! Aqui dentro da casa eu tenho um cofre cheio de dinheiro. E tudo seu. Mas você não pode comprar nada com ele.
– Não! Não é do dinheiro em si que eu preciso. Eu preciso das coisas. Eu preciso de uma casa, de roupas, de comida.
– É mesmo? Então você tem sorte! Eu tenho esta casa e ela está cheia de coisas. Ela é sua, com todas as coisas lá dentro. Mas você não pode usar as coisas. Não pode vestir as roupas nem comer a comida. Mas se for de coisas que você precisa não vão faltar.
– Não! Eu não precisa da casa. Eu preciso da segurança que ela da, do sentido de ter um lar. Eu preciso do conforto que as coisas trazem. Eu preciso da satisfação, da felicidade que poderia ter com tudo isso.
– A é? Então você realmente tem sorte! Vou contar um segredo para você. É sempre você quem cria todos esses sentimentos. Todas essas coisas que você contou que precisa são estados que você mesmo manifesta dentro de você – as sensações de segurança, conforto, satisfação, e felicidade. Ninguém pode fazer isso para você, só você. Então você pode criar tudo isso para você agora mesmo, não precisa de mim, do trabalho, do dinheiro, das coisas, nem do tempo.
De fato, somos nós os criadores dos nossos sentimentos e da nossa felicidade. Imagine se em vez de dedicar o tempo lutando de uma forma sofrida para num futuro alcançar momentos de felicidade pudéssemos começar com a felicidade para assim inspirar as ações. Em vez de “fazer para ficar feliz” poderia-se “ficar feliz para fazer da inspiração que a felicidade traz”. Dessa forma a nossa vida estaria sobre tudo cheia da felicidade e os nossos afazeres ficariam inspirados, contagiando os outros com essa mesma energia.
Dedicamos muito tempo para pensar no que fazer. E se, só como experimento, dedicaríamos uma pequena porcentagem daquele tempo a encontrar formas de aumentar o bem estar interno agora? Será que a filosofia de “fazer de felicidade” poderia começar agir na nossa vida?
Fiz a minha primeira exposição da prata coloidal que estou produzindo. Foi interessante ver que realamente é um produto novo para a maioria das pessoas. E como algumas pediram o Instagram , hoje criei um Instagram para a prata. Escolhi o nome "Fada - Prata Coloidal" @fadapratacoloidal porque a empresa chama-se Fada.
Gostei da experiência. Foi bom interagir com as pessoas e ouvir as perguntas. Acredito que vou fazer mais uma exposição no Sarau de Serra Grande, semana que vem e talvez vou participar na Ciranda de Ilhéus. Com estas experiências provavelmente vou aprender bastantes coisas.