quarta-feira, 11 de março de 2020

Não espere...Faça acontecer

Já se encontrou paralisado num estado de infelicidade por falta de alguma coisa? Não posso estar feliz agora porque estou doente, porque estou com pouco dinheiro, porque não tenho bons relacionamentos, porque não tenho bom trabalho, porque não tenho tempo para fazer o que gosto…


Esta forma de pensamento é muito comum e frequentemente automática. Mas a boa noticia é que os problemas e as faltas não precisam trazer infelicidade. Sabendo como suavemente modificar os pensamentos podemos conseguir sucessos além do que imaginávamos possíveis. Podemos usar as nossas faltas, usar os nossos problemas para ficarmos felizes e servirmos aos outros.


Tem poucas pessoas que possam mostrar como fazê-lo melhor do que a Claire Wineland. Claire nasceu com fibrose cística. É uma doença genética e mortal. A esperança de vida da Claire era 10 anos, depois virou 13, depois 19, mas no final Claire viveu 21 anos aqui na terra. Durante sua vida ela teve 37 cirurgias. Ela morreu 6 vezes e todos os dias estavam cheios de horas de tratamentos e sofrimento físico. A pesar disso a Claire era uma das pessoas mais felizes e inspiradoras. A mensagem dela, espalhada no Youtube, já atingiu a mais de 200 milhões de avistamentos.
A grande mudança para ela aconteceu quando ela morreu por um tempo aos 13 anos. Naquela experiência ela viu, e sentiu o quanto potencial um ser humano tem e quanto precioso é cada momento. Saindo do estado de coma, que foi induzido para salvar a vida dela, ela teve que re-aprender a caminhar, mas dentro dela tinha uma clareza. Foi então que ela parou de esperar e começou viver plenamente no presente, fundando uma associação para ajudar pessoas com fibrose cística e transmitindo a mensagem, nas palavras dela:
“A morte é inevitável, mas viver uma vida da qual nos orgulhamos é uma coisa que podemos controlar.”


Ela começou procurar o que de bom a doença dela fez para ela, o que ela ouve a oportunidade de aprender com isso, e como isso pode ajudar aos outros. Ela se negou tentar viver num futuro imaginário e ficou presente em cada momento. Quando a mãe dela ficava triste por pensar nos sofrimentos que ainda esperavam sua filha a Claire a trazia para o presente dizendo que agora, neste momento agora mesmo, tudo está bem, e podemos desfrutar plenamente disso. Quando a irmã dela imaginava a vida sem a Claire e começava a chorar a Claire a abraçava e rindo contava que agora ela estava aqui. E não era só com as palavras que ela espalhava sua mensagem. Era com sua vida, com sua atitude, com sua presença plena em cada momento e a genuína felicidade de simplesmente poder estar.
Um vídeo sobre a Claire:




Então, uma das melhores professora de como viver a vida plenamente foi uma doente condenada a morte. Ela usou o problema para crescer como pessoa, crescer na felicidade, e ajudar milhões de outros.
O trampolim da felicidade


Qualquer seja o problema ou a falta que vivenciamos, sempre existe uma forma de usa-la para ficarmos mais felizes e servirmos aos outros. Os problemas podem servir como um trampolim que mostra exactamente o que é importante para nós e o que nos inspira.


Quanto mais descemos num trampolim, mais força teremos para subir voando. A direção para baixo nos mostra a direção contrária, para cima. Essa é a direção do nosso maior prazer e maior significado. Quando os nossos pensamentos automáticos criam raízes agarram-se na tela do trampolim e ficamos em baixo, remoendo nas explicações porque as coisas não estão bem. E quando, pelo contrário, conseguimos identificar o que realmente queremos, usamos as pernas para ao máximo aproveitar o trampolim e poder voar e planar nas altitudes que antes do salto nem imaginávamos.
Pense numa dificuldade que neste momento você vê como obstáculo para estar feliz. Pense numa coisa que você não gosta. Pode ser uma falta de alguma coisa, pode ser uma caraterística sua ou de outra pessoa, pode ser um evento desagradável. Agora veja se consegue imaginar como seria o contrário e tente sentir isso emocionalmente, ressoando no seu corpo. Se era falta de saúde você pode imaginar saúde plena e todas as coisas que você poderia fazer tendo essa saúde. Se era uma caraterística desagradável, como por exemplo uma atitude egoísta, pense e sinta o contrário, como seria ter, sentir, e ver generosidade dentro de você e ao redor. Se era um acontecimento, veja o que foi dele que você não gostou e como seria o contrário.


Este enfoque no que você quer, junto com o envolvimento das emoções, vai criar a oportunidade para você conseguir pensar de outra forma. Os caminhos neurológicos para permitir estes pensamentos vão se abrir e com a prática fortalecer. Depois, pense no que você poderia fazer agora para dar um passo naquela direção. Existe alguma forma criativa de ir na direção do que você quer usando seu problema?


Isso foi o que a Claire fez. Pelos problemas dela ela deveria ser uma pessoa deprimida, sofrida, limitada, sem esperança e profundamente infeliz. Mas enfocando no que ela queria, no que era importante para ela, transformou-se numa pessoa alegre, apreciadora, livre, profundamente inspiradora e plenamente feliz.


Ela foi uma pessoa espetacular, e você também o pode ser, use seus problemas e fique feliz agora, não espere até eles um dia estiverem resolvidos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Não faça as coisas para ficar feliz...Faça ao contrário



A filosofia de vida da maioria das pessoas é “fazer para ficar feliz”. A maioria das coisas que fazemos, fazemos para no final alcançar um maior nível de bem estar. As fazemos porque de alguma forma elas prometem trazer algum benefício.
Na maioria dos casos isso leva a uma vida de luta, lutar para obter o que poderia trazer alegria, paz, bem estar. Em alguns momentos conseguimos alcançar as metas e podemos até sentir euforia por um tempo, mas pouco tempo, porque depois voltamos à vida como luta. É isso mesmo? É essa a vida? Ou será que há outras formas de vive-la?
Existe uma filosofia de vida que funciona da forma contrária. O antigo conto do rapaz que precisava de um trabalho a explica bem…

Havia um rapaz que precisava de um trabalho. Ele estava descendo uma rua aonde tinha casas afluentes e numa varanda ele enxergou um velho sentado. Por desespero ele se aproximou ao velho e perguntou:
– Desculpe a interrupção mas por acaso o senhor não teria um trabalho para mim? Eu preciso de um trabalho.
– É mesmo? Você precisa de um trabalho?, perguntou o velho.
– Sim, por favor, qualquer coisa.
– Se é um trabalho o que você precisa tem sorte. Veja aqui atrás da casa. Aqui tem um morro bem alto em baixo tem uma pedra redonda. Empurre a pedra até o alto do morro. E depois, deixe-a voltar pro baixo e de novo empurre para cima. Se é um trabalho que você precisa, não vai faltar.
– Não! Não é bem um trabalho o que preciso. Eu preciso de dinheiro.
– A é? É do dinheiro que você precisa? Então você tem sorte! Aqui dentro da casa eu tenho um cofre cheio de dinheiro. E tudo seu. Mas você não pode comprar nada com ele.
– Não! Não é do dinheiro em si que eu preciso. Eu preciso das coisas. Eu preciso de uma casa, de roupas, de comida.
– É mesmo? Então você tem sorte! Eu tenho esta casa e ela está cheia de coisas. Ela é sua, com todas as coisas lá dentro. Mas você não pode usar as coisas. Não pode vestir as roupas nem comer a comida. Mas se for de coisas que você precisa não vão faltar.
– Não! Eu não precisa da casa. Eu preciso da segurança que ela da, do sentido de ter um lar. Eu preciso do conforto que as coisas trazem. Eu preciso da satisfação, da felicidade que poderia ter com tudo isso.
– A é? Então você realmente tem sorte! Vou contar um segredo para você. É sempre você quem cria todos esses sentimentos. Todas essas coisas que você contou que precisa são estados que você mesmo manifesta dentro de você – as sensações de segurança, conforto, satisfação, e felicidade. Ninguém pode fazer isso para você, só você. Então você pode criar tudo isso para você agora mesmo, não precisa de mim, do trabalho, do dinheiro, das coisas, nem do tempo.

De fato, somos nós os criadores dos nossos sentimentos e da nossa felicidade. Imagine se em vez de dedicar o tempo lutando de uma forma sofrida para num futuro alcançar momentos de felicidade pudéssemos começar com a felicidade para assim inspirar as ações. Em vez de “fazer para ficar feliz” poderia-se “ficar feliz para fazer da inspiração que a felicidade traz”. Dessa forma a nossa vida estaria sobre tudo cheia da felicidade e os nossos afazeres ficariam inspirados, contagiando os outros com essa mesma energia.

Dedicamos muito tempo para pensar no que fazer. E se, só como experimento, dedicaríamos uma pequena porcentagem daquele tempo a encontrar formas de aumentar o bem estar interno agora? Será que a filosofia de “fazer de felicidade” poderia começar agir na nossa vida?

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Primeira exposição de prata coloidal


Fiz a minha primeira exposição da prata coloidal que estou produzindo.   Foi interessante ver que realamente é um produto novo para a maioria das pessoas.  E como algumas pediram o Instagram , hoje criei um Instagram para a prata.  Escolhi o nome "Fada - Prata Coloidal"  @fadapratacoloidal porque a empresa chama-se Fada.



Gostei da experiência.  Foi bom interagir com as pessoas e ouvir as perguntas.  Acredito que vou fazer mais uma exposição no Sarau de Serra Grande, semana que vem e talvez vou participar na Ciranda de Ilhéus.  Com estas experiências provavelmente vou aprender bastantes coisas.





quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Saber quem você é traz cura

A pergunta milenária “Quem sou?” remete a filósofos antigos e a seres iluminados. De fato, alguns deles atribuem sua iluminação à contemplação dessa pergunta. Mas o que esta pergunta realmente pode trazer para a nossa vida cotidiana? Como ela pode nós afetar? Realmente tem algum poder transformador?


Tem. O poder transformador dela é ao mesmo tempo sutil e poderoso, suavemente mudando como experimentamos o mundo. Ela é capaz de pouco a pouco nos conectar com uma real paz interior, trazendo cura.


Está a fim de fazer um experimento? Vamos lá então. Quem é você? Você é seu corpo? Não, porque seu corpo é seu. Ele é uma coisa que você tem. E se tiver alguma dúvida pergunte quem experimenta quem? É você quem experimenta seu corpo ou é ele que experimenta você? Então, você não é seu corpo.

Você também não é seu nome, seu sexo, nem sua idade. Essas são qualificações, descrições, mas não a sua essência.
Será que você é seus pensamentos, suas emoções, seus sentimentos? De novo vamos ter que dizer que não. Os pensamentos, as emoções e os sentimentos aparecem e desaparecem em você, e é você quem os experimenta. Eles chegam e vão, mas você continua.


No última coluna falamos que somos a defesa contra a perda de amor. As nossas formas particulares de agir surgem dessa defesa que foi criada há tempo. Mas essas formas de agir também não são aquele quem você realmente é. Elas são condicionamentos, não você.


Você também não é nem as memórias nem as expectativas. Seu ser é agora. Seu ser, a sua existência é a parte mais real do que tem. Você sabe que você é. Nisso não tem dúvida. Então, você é. E além de ser, você sabe que é. Isso chamamos de consciência. Você é a consciência que parece experimentar o mundo.


É quando começamos realmente enxergar que não somos corpos, nem pessoas, nem os condicionamentos mas aquela pura consciência que é e sabe que é, que podemos começar deixar muitos dos dramas atras. Os dramas das nossas vidas, os sofrimentos, e as feridas parecem reais quando nos identificamos com eles. Quando nós identificamos com a ferida, a carregamos, sustentamos, criamos defesas para não mexer nela. Entramos nas batalhas para defende-nos.


E quando esse discernimento que não somos a personagem, só jogamos o papel da personagem, surge, de repente podemos nos abrir e começar desfrutar do que acontece. De repente podemos viver plenamente, sem o feche que o medo impõe. A nossa visão fica mais ampla, o nossa capacidade de resolver os problemas aumenta junto, e a nossa capacidade de desfrutar plenamente se estabelece.


Tudo bem, pode até ser. Mas como chegar a esse ponto de se identificar com a ampla consciência, com aquele amor aberto, com a sensação de beleza? O primeiro passo já está feito. Esse é o passo de logicamente entender quem somos. Agora trata-se de prática e costume. Quanto mais vamos praticar essa visão, mais natural ela vai ficar. Uma das melhores formas de pratica-la é se afastar das distrações e em vez de usar a mente para enfocar nos acontecimentos usa-la para des-enfocar, abrir. Sentados, com o corpo relaxado, os olhos suavemente fechados, deixando todos os sons entrar sem enfoque ou preferência, mergulhamos na sensação de abrir, relaxar, e simplesmente ser. Mesmo se for só para uns poucos minutos cada dia, esse treino vai pouco a pouco começar mexer com toda sua forma de perceber o mundo, te convidando a ter uma experiência mais plena e satisfatória, com uma paz real e cada vez mais perceptível no fundo.



Imagem do Unsplash.com

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Você é a defesa contra a perda de amor

Porque és do jeito que és? O que te fez ficar assim, com as reações que tens, com aquelas propensões e não outras, com essa forma bem particular de interpretar o mundo.

Na pressa podemos rapidamente responder que somos uma
mistura da genética com os efeitos do ambiente, e talvez alguma influência espiritual, e continuar com o nosso dia. Mas para quem tem a oportunidade de parar e talvez o privilegio de ouvir muitas historias começa revelar-se um outro cenário.


Nesse cenário o amor é o protagonista. O que fundamentalmente desejamos é ser amados e amar, e ao mesmo tempo queremos ter a liberdade de ser nós mesmos. Tendo amor e liberdade, amando e sendo amado do jeito que somos e pelos que somos, estamos bem. Mas quando falta uma ou a outra parte começa o sofrimento. E quando o sofrimento for crônico leva a doenças físicas.


A falta de amor nos bebês e nas crianças se manifesta de uma forma mais duradoura. Ela é experimentada como um trauma e a criança cria uma defesa para se proteger. Ao depender do momento evolutivo e a forma de falta de amor o tipo de defesa varia.


Nos bebês o desejo de amor se manifesta como uma necessidade de conexão. Sem essa conexão não podemos sobreviver e o medo de morrer se ativa. Os bebês que por alguma razão sentiram falta desse amor, dessa conexão, vão criar uma defesa, para não perder o amor. A defesa que eles costumam criar é de primeiro olhar para as necessidades dos outros, até o ponto de se desconectar das próprias necessidades. Eles vão ter medo de criar conexões íntimas com outros e quando criarem vai ser difícil para eles ser eles mesmos, vão ter a tendência de se perder no outro e precisar de tempo para eles mesmos. Essa forma de ser, reagir, e se relacionar nasce como defesa contra a perda de amor.


Se uma criança pequena sentir que não recebe amor em forma de atenção ela vai criar uma defesa que cria um jeito de ser de procura-la de várias maneiras. Por dentro ela vai sentir uma falta e não saber como preenche-la.


Se uma criança não for permitida a expressar raiva ela vai reprimir a raiva. Isso não só se manifesta na forma de ser mas também no corpo físico. Fisicamente a raiva reprimida costuma criar camadas de proteção de gordura.


Os traumas de infância criam crenças falsas, que precisamos sacrificar uma parte de nos mesmos, uma parte da liberdade ser nós para poder ter amor. Essas crenças ficam no subconsciente e agem de uma forma automática. Elas acabam formando a nossa forma de ser.


Toda vez que precisamos reprimir uma parte de nós mesmos o fazemos por causa de um medo. O medo leva a um estado de estresse. Isso afeta a nossa saúde física. Quando há estresse crônico a imunidade baixa, a pressão aumenta, e a probabilidade de desenvolver uma série de doenças aumenta. E as doenças quando chegam, chegam como professores que nos mostram que precisamos voltar a ser nos mesmos.


Mas não precisa ser assim. Não somos condenados ao sofrimento e reações automáticas seguidas por doenças. Quanto melhor enxergamos essas defesas, menos nos identificamos com elas, e mais livres ficamos. Porque na verdade, nós não somos as defesas contra a perda de amor. Isso é só o que parecemos. O que nós somos de verdade é o amor. Mas isso já é assunto para outro texto.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Foco - seu super poder

Analisando quem somos chegamos à conclusão que somos os que experienciam tudo. Você é quem está tendo todas as experiências da sua vida, a experiência de ver, sentir, pensar, em fim viver. A maior parte da nossa vida acontece no automático. Fazemos as coisas do jeito que costumamos fazer, pensamos os mesmos pensamentos de ontem, usamos o auto-piloto para a maioria das tarefas. Parece que os pensamentos aparecem sozinhos, baseando-se no passado e nos acontecimentos. Você é quem os experimenta, mas qual é seu poder verdadeiro?

O que é que você realmente consegue fazer de “lá dentro” aonde você experimenta tudo? Você consegue determinar seu foco. Você consegue escolher no que você quer enfocar. Esta habilidade é essencial e um super poder, para quem a desenvolve.

Sua escolha de foco determina as habilidades que você vai desenvolver. Quanto mais você concentrar numa habilidade, numa prática, mais você a vai praticar, e melhor vai ficar nela. Em geral, o que você escolhe enfocar na sua vida vai crescer.

Muitas vezes não podemos escolher o que acontece num momento, mas podemos escolher no que vamos enfocar. Dado que já temos bastante experiência de vida algumas coisas vão ser mais treinadas e vai ser mais fácil evidenciar certas coisas. Mas ultimamente, você tem o poder de escolha do foco.

Seu maior poder em afetar sua vida está na escolha do enfoque. E se a gente quiser deliberadamente desenhar a nossa experiência para deixar a nossa vida o mais feliz possível, como faríamos?



Dado que o que podemos fazer é enfocar, poderíamos escolher de enfocar no que nos traz alegria e felicidade.
É fácil se seduzir pela ideia que precisamos destacar as coisas ruins para nos proteger. E para conseguir as coisas boas precisamos lutar sofridos para alcança-las. Mas, honestamente, não é possível sofrer com disciplina até a felicidade. O caminho para a felicidade passa por felicidade. E a felicidade pode ser uma escolha.

E porque não é bom enfocar no que pode não funcionar para nos proteger? No que você coloca sua atenção aumenta. Depois de pensar numa coisa começam chegar os sentimentos e as emoções associados. Focando no que não preferimos realçamos as emoções ruins. Acabamos nos sentindo mau.

Mas não é só isso. Uma vez estamos num estado de sentirmos ruim, acabamos atraindo outros pensamentos ruins e outras emoções ruins. A mente e o corpo emocional estando neste estado, vamos começar agir a partir do que sentimos. Estas ações não vão ser brilhantes e inspiradas. Na nossa frustração ficará fácil falar coisas que ferem. No nosso medo podemos desistir do nosso poder, da liberdade, dos nossos direitos e entrega-los aos que ameaçam. Esta tática é usada pelos que manipulam. Primeiro geram medo e depois oferecem uma solução para o próprio problema que gerarem se você desistir dos seus direitos e deixa-los em controle.

Podemos ter a noção que a realidade física, “lá fora”, é maior que nós. Ela vai continuar independente da escolha do nosso pensamento. Um pensamento adorável e fofo não vai parar um trem maciço e pesado indo a toda velocidade na nossa direção. Podemos argumentar que a realidade é um fato, independente da nossa atenção.

Entretanto, mesmo vendo a realidade como uma coisa independente, dizendo que os nossos pensamentos não a influenciam, desistimos do nosso poder. E pensando bem, dizer que os pensamentos não influenciam a realidade é absurdo, especialmente vendo o mundo quotidiano. Tudo que temos criado como seres humanos é uma direta consequência do pensamento. Mesmo aquele maciço trem, indo na nossa direção, é um manifestação do pensamento.
Muito pensamento foi colocado para criar o trem e o impulso do trem é grande. Então tentar parar um trem com um único pensamento positivo talvez não seja a melhor forma de usar o nosso poder. Deve existir uma forma mais eficaz de usa-lo.
O que o nosso foco consegue é, como uma bolinha de neve, criar um grande impulso, e não parar impulsos já presentes. Então, como podemos usar esse conhecimento?

Quando nos encontramos num espaço neutro podemos facilmente apontar a nossa atenção na direção de coisas positivas. Fazendo isso treinamos a nossa mente de procurar o que é bom, formas de sentirmos melhor. Praticando isso aprendemos criar impulso na direção da alegria. Com pensamentos alegres vamos ter acesso a ideias alegres, que vão poder manifestar-se em ações alegres e um mundo mais feliz.

E aqui podemos fazer pratica do trampolim, da coluna da semana passada, aonde usamos o que não gostamos para selecionar o que mais gostamos.

A sua realidade fica o que seu foco mais procura. Ela pode ser o gatinho brincalhão no chão, ou o chão feio que precisa ser lavado encima do qual o gato está. Tudo depende de como você usa sua atenção. E a facilidade com a qual conseguimos focar numa coisa ou na outra vai depender do tipo de pensamentos que acabamos costumar ter.
Deliberadamente colocando a atenção no que nos deixa melhor, em outras palavras, intencionalmente escolhendo a felicidade, você cria uma alegre experiência para você mesmo. Uma vez no estado de felicidade, suas ações vão refletir seu estado interno e vão compartilhar a felicidade com os outros. Isso é como você pode colocar seu super poder em uso excepcional.


(Várias imagens neste blog foram pegas no incrível unsplash.com)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Seja o arquiteto da sua vida

Aonde você mora? A resposta comum vai normalmente envolver um endereço, ou talvez uma descrição do lugar. “Moro na Sapetinga” ou “Moro num apartamento.” O lugar físico aonde moramos nos influencia. Isso está certo. Mas tem um outro lugar que nos influencia ainda mais. Esse é um lugar que carregamos por dentro. Esse lugar tem confins invisíveis e raramente conseguimos sair dele. Os confins estão feitos das nossas crenças. Moramos nos confins das nossas crenças.
Nossas crenças funcionam de uma forma parecida a uma casa. Elas criam um contexto para as escolhas sobre o que vamos fazer e como o vamos conseguir. Estando na cozinha podemos preparar comida. Mas se não houver um forno não vamos nunca fazer pão. Acreditando que temos talento para cantar vamos começar cantar. Mas se ao mesmo tempo formos muito tímidos não vamos compartilhar este dom com os outros e não vamos nos apresentar. As vezes as crenças podem gerar conflitos internos. Acreditando que todas a pessoas ricas são corruptas vamos talvez criticar os ricos. Mas no momento de ganhar dinheiro, mesmo conscientemente querendo, o nosso subconsciente vai sabotar as tentativas e não vamos conseguir muito dinheiro, para não ficarmos ricos porque o subconsciente relaciona os ricos com os corruptos.

Crenças são pensamentos que foram pensados repetitivamente até estabelecer e re-enforçar novas vias neuronais. Como crenças, elas podem agir sem a influencia do consciente. Como os pensamentos cotidianos são os que acabam moldar-nos pode ser interessante investiga-los para ver que tipo de casa e vida estamos construindo. As vezes é interessante examinar nossas escolhas com um olhar distante, mais objetivo, para evidenciar a causalidade.
Pense num dia comum. O que você costuma fazer? Que tipo de pensamentos isso traz e que tipo de mensagens isso deixa no seu subconsciente?


É interessante começar pela manhã e imaginar todas as coisas que costumamos fazer num dia comum. Por exemplo, você costuma assistir a televisão junto com as notícias na hora tomar o café de manhã? Se for assim, que tipo de informação você recebe? Normalmente a maioria das noticias vão ser sobre as atrocidades que acontecem, com umas imagens chocantes e uma banda sonora escolhida para chamar sua atenção e despertar medo. A maioria das mensagens que acabam entrando são mensagens do tipo “O mundo é um lugar perigoso”, “Os políticos não são confiáveis”, “As pessoas enganam”, “As famílias se dispersam”, etc. Querendo ou não, estas acabam sendo as nossas crenças. Essas, acabam sendo as nossas vidas. Com estas crenças em particular, o mundo que vamos experienciar vai ser um dentro da casa do medo, desconfiança e desilusão.

Quando as crenças ficam fortes nos levam a protestar e insistir que o mundo já é dessa forma e que precisamos saber de todos os detalhes de todas as atrocidades para protege-nos. Mas a verdade é que o mundo é todas aquelas atrocidades e também é cheio de amor transformador, atos de gentileza, compaixão transbordante, doçura empolgante e muito mais. A nossa escolha de foco determina os nossos pensamentos que determinam as nossas crenças que acabam erigindo a nossa casa aonde vamos passar a nossa vida.

Examine seu dia. Em algum momento você costuma juntar-se com outras pessoas para fofocar, comparar problemas, ou são encontros que te deixam inspirado, com o coração radiante, com energia e clareza no que quer fazer? Com quem você costuma passar a maior parte do dia? Dizem que você acaba ficando a mistura das cinco pessoas com as quais você passa a maior parte do tempo. Você acaba pensando, falando, agindo e até sentindo do mesmo jeito. Você acaba conseguindo as mesmas coisas.

Depois de examinar seu dia veja o tipo de mensagens que cada atividade acrescentou. Se alguma dessas mensagens não for o que você deseja para sua vida pode muda-la. A forma mais fácil é criar o oposto. Por exemplo, se uma das mensagens que você acaba praticando for “Há muitas coisas para temer ao redor de mim” você pode muda-la para “Há muitas coisas para amar ao redor de mim”. Equipado/a com a mensagem você pode ver que tipo de coisas vão te deixar automaticamente fazendo isso? Que coisas trazem essa mensagem? Que pessoas te inspiram para isso? E se não encontrar nada ou ninguém na sua proximidade imediata pode sempre recorrer aos blogs, livros, documentários, vídeos, etc.

Se perder nos detalhes das nossas vidas cotidianas as vezes nos deixa num papel de vítimas impotentes. Começamos automaticamente reagir aos acontecimentos. Enfocamos nos detalhes de quem está entrando em guerra com quem, porque alguém traiu o outro, que roupas as meninas vestiam na festa, que estressados estamos e quanta energia nos falta ficam a vida. E a vida parece acontecer ao redor de nos e para nos. Só conseguimos reagir.


E na verdade, o tempo todo, somos os aquitetos das casas aonde passamos a nossa vida. Querendo mais luz podemos abrir mais uma janela na parede. Revendo as mensagens que cultivamos a traves das nossas escolhas cotidianas conseguimos projetar o tipo de vida que queremos experienciar. Podemos entrar no nosso devido papel, de arquiteto.